16.12.09

nada lírico

apesar de todos os outros dias evitando gentes, encontra-as todos os dias. sem nenhuma distinção, evita todas. morre milhões de vezes por dia com o próprio bombardeio de pensamentos. se consome com o trabalho em silêncio. e o silêncio se consome da situação também. viaja a quilômetros da própria existência. todos os dias chega em casa, tira a bolsa, a mochila, os livros e coloca o celular e o cigarro em cima da cama. ajeita os dois travesseiros que divide feliz. apóia-se nas almofadas. ouve a tv não muito longe. e toma decisões. volta atrás em todas elas. mas hoje parece diferente: ela pode não dividir os travesseiros e ela pode não voltar atrás nas decisões. dois cigarros se vão enquanto relê essas palavras. e solta-as. simplesmente.

1 comentários:

Carolda disse...

Eu achei totalmente lírico.

 

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