23.1.12

pertinência


aquele menino, que há uns dias (ou 8 anos atrás) que me cantava uma música infinita, me contava mil e uma coisas da vida, quase deixou de falar comigo por causa da namorada, me contava os planos de uma faculdade de turismo, ou me ligava de madrugada quando aquela dor imensa batia.. aquele menino não é mais um menino, há muito tempo não nos falamos, já é pai de um outro menino LINDO, está casado e fez outra faculdade. mas continua aqui dentro, do mesmo jeito.

estranho a gente começar a fazer parte de coisas que sequer tem idéia. não tão estranho quanto fazerem parte da gente também. às vezes é só um bate-papo, uma paquera ou uma amizade eterna. às vezes a recíproca não se equivale em intensidade, mas fica tudo fazendo tão parte da nossa vida.. há tantos pedaços desses que integram o que construí de mim. mas a vida continua passando e escorrendo um pouco dessas coisas que ficam, ainda bem, impregnadas na gente. 

16.1.12

sentimento não tem hora

sempre fui muito fiel a essa verdade. mas de repente me vejo completamente avessa a todas as minhas verdades que cogitam algo sobre sentimento. as horas todas do dia comprimidas num só momento e eu tentando não fazê-lo passar. tenho sentido uma vontade imensa de ser diferente, mesmo que isso jamais tenha sido uma hipótese. meus bons sentimentos estão atrasados, perderam a hora de chegar. poderia ser um amor qualquer. qualquer um daqueles de preencher todo o resto.

11.1.12

pessoas instantâneas

assim como as coisas, há pessoas que nos ocorrem e escorrem com a mesma facilidade. a maioria delas vêm com uma força capaz de cavar buracos imensos na memória. e a gente passa o resto da vida tentando, procurando e vivendo uma série de outras coisas pra servirem de entulho pra ocupar esses buracos. mas às vezes eles sào tão fundos e tão bem sustentados na ilusão que nunca mais podem ser encobertos. talvez essa ilusão explique toda essa eternidade, já que ela não deixa que haja um final (feliz ou não). a única certeza é que no fundo dessa buraco há uma mina de saudade, e às vezes ela consegue transbordar...

18.12.11

aham, era mentira.

às vezes tem coisas que a gente gostaria de dizer, mas não sabe como e muito menos pra quem. às vezes até tem destino certo, mas as palavras ficam sambando só no pensamento e sequer chegam perto de quem deveria ouví-las. às vezes essas palavras simplesmente morrem com a gente, junto com um monte de outras coisas que só acabam quando a gente também se acaba, por mais que a gente tente matá-las todos os dias. há certas coisas que nem o tempo pode resolver. no final das contas, sabe aquele papo de não querer confundir as coisas? era mentira! e a gente se faz mentir por tão pouco né? por negar certas coisas que realmente merecem ser negadas, que parecem pouco. no fim das contas, esse vai ser só mais um sentimento mal resolvido. mas eu realmente espero que a rotina estressante do pensamento seja presente na sua vida também. porque dividir tudo era muito, mas isso é merecido e não fica nas vagas palavras de alguém que perdeu. ficam nas suas também, porque foi você mesmo quem as disse. então vamos deixar essa história nada promissora no pensamento, no meu e no seu, como deve ser. mas era mentira. 

 

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