22.8.10

that's alright, mama [?]

eu não gosto de sair. não vejo graça nenhuma em esbarrar em pessoas conhecidas e que, num passe de mágica, se tornarão absolutamente estranhas. não que algum dia deixaram de ser, mas minha opinião pessoal não vale grandes coisas a essa altura do campeonato. enfim, posso variar radicalmente de ambientes e sempre tem algum rosto já visto por lá e isso me incomoda absurdamente. então eu me horrorizo com a possibilidade de encontrar alguém que foi meu amigo durante toda a minha vida e agora é só um conhecido, ou alguém que foi só um conhecido e se tornou um grande amigo mas agora não passa de um conhecido, ou alguém que foi meu melhor amigo durante a infância da qual não me lembro exatamente, ou encontrar alguém que sabe dos meus fortes ou dos meus podres, ou sei lá o que. só o fato de pensar em dedicar alguns minutos falando sobre coisas do passado já me deixa preguiçosamente agoniada. não que tudo tenha sido absolutamente ruim. mas incomoda e eu não saio de casa por isso, e por mais algumas coisas que eu não conseguiria explicar mas que se resumem nessa prolixidade. então eu deveria pelo menos pensar na possibilidade de me mudar dessa cidade. do país. ou do mundo. se bem que esta última alternativa é bastante utilizada ainda que mentalmente.

3 comentários:

Gustavo Brito disse...

- realmente, é a melhor solução.

livia soares disse...

Realmente, sair de casa é complicado, mas ultimamente eu até que tenho me arriscado bastante.
Até o risco de me deparar com essas situações que vc menciona... bem, às vezes o calor humano vem também dos desencontros. Que fazer?
Um abraço.

gabriela m. disse...

aah, eu não gosto de sair, mas gosto de ver as gentes.
e eu sempre guardo uma cara de um estranho, e depois quando o encontro na rua outra vcez, o reconheço.

 

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